Chove.
Apagaram-se as luzes da noite.
Molhei os olhos
ao som do trovão.
Despertei na aurora.
Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã.
Sempre tive medo das tempestades
que me deixam o cabelo arrepiado.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Calor
O sol nos olhos me incomoda.
Prefiro assim,
no frio embaço.
No calor, uso óculos escuros.
(O RS é um estado às avessas.Ou morremos de frio ou de calor.
Gaúcho não tem meio termo.)
Prefiro assim,
no frio embaço.
No calor, uso óculos escuros.
(O RS é um estado às avessas.Ou morremos de frio ou de calor.
Gaúcho não tem meio termo.)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Rescém nascida
Caminho por entre a grama cheia de orvalho.
A manhã está feliz em mim
só porque nasceu.
A manhã está feliz em mim
só porque nasceu.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Nem só de poesia...
Nem só de poesia se vive....certo? Descobri um blog sobre moda muito legal e estou encantada com um poema que li lá. A "proprietária" do blog é uma publicitária com uma história de vida desafiadora. Eis o poema, e o blog vale a pena conferir aqui .
Duas dúzias de coisinhas que deixam a gente feliz:
Passarinho na janela, pijama de flanela, brigadeiro na panela.
Gato andando no telhado, cheirinho de mato molhado, disco antigo sem chiado.
Pão quentinho pela manhã, drops de hortelã, grito do tarzan.
Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa, pisar em tapete persa, eu te amo e vice-versa.
Vaga lume aceso na mão, dias quentes de verão, descer pelo corrimão.
Almoço de domingo, revoada de flamingo, herói que fuma cachimbo.
Anãozinho de jardim, laço de cetim, ter uma amiga querida assim.
Duas dúzias de coisinhas que deixam a gente feliz:
Passarinho na janela, pijama de flanela, brigadeiro na panela.
Gato andando no telhado, cheirinho de mato molhado, disco antigo sem chiado.
Pão quentinho pela manhã, drops de hortelã, grito do tarzan.
Tirar a sorte no osso, jogar pedrinha no poço, um cachecol no pescoço.
Papagaio que conversa, pisar em tapete persa, eu te amo e vice-versa.
Vaga lume aceso na mão, dias quentes de verão, descer pelo corrimão.
Almoço de domingo, revoada de flamingo, herói que fuma cachimbo.
Anãozinho de jardim, laço de cetim, ter uma amiga querida assim.
sábado, 3 de outubro de 2009
À minha filha
Em algum momento quis que tuas asas não tivessem aberto.
Queria tua sede no meu ventre.
Uma mater só tua.
...mas a mão pequena na minha cresceu,
a franja, o dente, a dobra.
O tempo não espera
é um velho de cajado.
O mundo permite teu vôo.
abre os braços, vai.
*Minha filha está há um mês fora do país num programa de intercâmbio por um ano.
Morro de saudades...
sábado, 26 de setembro de 2009
To my "sista"
Ela não anda nos trilhos
Corre para pegar o trem
Escolhe o vagão das malas carimbadas
dos animais, dos viajantes ao acaso
do que quer que haja.
É só assim que viaja.
Corre para pegar o trem
Escolhe o vagão das malas carimbadas
dos animais, dos viajantes ao acaso
do que quer que haja.
É só assim que viaja.
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