sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Chove.
Apagaram-se as luzes da noite.
Molhei os olhos
ao som do trovão.

Despertei na aurora.
Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã.

Sempre tive medo das tempestades
que me deixam o cabelo arrepiado.

43 comentários:

sueli aduan disse...

...Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã.

é sempre uma emoção/um aprendizado ler seus poemas.

ma-rav-lho-so(s)
bjs bom fds

Adriana Karnal disse...

Sueli,
juro, acabei de postar no teu blo,vim pra cá e vc estava aqui... q sintonia!!!

Hercília Fernandes disse...

Belo poema, Adriana. Desses que a gente gostaria de ter escrito.

Um beijo :)
H.F.

Adriana Karnal disse...

Hercília,
Obrigada a visita. Somos dos poemas,curtos,não é?rs

Albuquerque Júnior disse...

os conduz da mente dessa artista até o porão de nossas almas...

o que me ocorre, quando leio o que ela escreve, é a sensação de que a poesia tem sangue, é independente e viva. Isso aconteceu desde que acessei este blog pela primeira vez.

meu manifesto de admiração é pobre diante da arte e da grandeza desses versos. Afinal de contas, sou um aluno de jornalismo de outro Estado. Sou mais um aluno anônimo, neste país que, de certa forma, anda perdendo o nome.

esse trecho [...] "Despertei na aurora. Assim deveriam ser os dias, marcados pela possibilidade da manhã" [...] me conduz ao poema seguinte "À minha filha"... [...] O tempo não espera é um velho de cajado. O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai".

Permita-me ressaltar, professora, que o despertar da aurora aconteceu na vida de sua filha, porque "o tempo não espera". E justamente por não esperar, é que ele (o tempo) vai trazer até você, mãe, as notícias de um sucesso que floresce - o progresso da tua filha.

Parabéns pela arte, professora Karnal. "O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai" !!!

Fique tranquila com a tua descendência, Adriana Karnal. Lá, onde está tua filha, pulsa um coração que espera ansiosamente por ver de novo, in loco, a mãe que, "Em algum momento quis que Suas asas não tivessem aberto". Em breve esas asas estarão batendo num voo cheio de frenesi, de volta pra casa.

no momento em que escrevo isso, conta-se mais um ano de minha existência, 7 de novembro. Mas o presente, sou eu quem lhe dou: Parabéns por veicular, tão serena e intensamente, palavras que cravam no coração da gente uma certeza: a de que o amor existe.

Forte abraço.

Albuquerque Júnior disse...

ERRATA - CORRIGINDO O INÍCIO DO MEU COMENTÁRIO... (FALTARAM PALAVRAS)

O que me impressiona nos versos da professora Adriana não é só a fluência, que os conduz da mente dessa artista até o porão de nossas almas...

o que me ocorre, quando leio o que ela escreve, é a sensação de que a poesia tem sangue, é independente e viva. Isso aconteceu desde que acessei este blog pela primeira vez.

meu manifesto de admiração é pobre diante da arte e da grandeza desses versos. Afinal de contas, sou um aluno de jornalismo de outro Estado. Sou mais um aluno anônimo, neste país que, de certa forma, anda perdendo o nome.

esse trecho [...] "Despertei na aurora. Assim deveriam ser os dias, marcados pela possibilidade da manhã" [...] me conduz ao poema seguinte "À minha filha"... [...] O tempo não espera é um velho de cajado. O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai".

Permita-me ressaltar, professora, que o despertar da aurora aconteceu na vida de sua filha, porque "o tempo não espera". E justamente por não esperar, é que ele (o tempo) vai trazer até você, mãe, as notícias de um sucesso que floresce - o progresso da tua filha.

Parabéns pela arte, professora Karnal. "O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai" !!!

Fique tranquila com a tua descendência, Adriana Karnal. Lá, onde está tua filha, pulsa um coração que espera ansiosamente por ver de novo, in loco, a mãe que, "Em algum momento quis que Suas asas não tivessem aberto". Em breve esas asas estarão batendo num voo cheio de frenesi, de volta pra casa.

no momento em que escrevo isso, conta-se mais um ano de minha existência, 7 de novembro. Mas o presente, sou eu quem lhe dou: Parabéns por veicular, tão serena e intensamente, palavras que cravam no coração da gente uma certeza: a de que o amor existe.

Forte abraço.

Adriana Karnal disse...

Puxa,Albuquerque,
fico super lisonjeada por seu comentário.Vc não é só mais um estudante de jornal, vc éscreve muito bem...gostaria q todos os estudantes fossem assim. Valeu mesmo,viu? Vou lá conhecer teu blog...

Úrsula Avner disse...

Oi Adriana,

lindo poema numa temática lírica delicada e singela... Gosto muito de poemas curtos que falam direto ao coração, que suscitam emoção por meio de seus versos... Este é um deles. Bj e obrigada pelo carinho.

Lara Amaral disse...

Nossa, arrepiei daqui também.

Lindo, Dri!

Beijo doce pra ti!

Adriana Karnal disse...

ÚRsula e Lara,
Eu é que agradeço o carinho de vocÊs.

sidnei olívio disse...

"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã." Só essa imagem vale mil poemas. Beijos.

nina rizzi disse...

cada verso já são poemas inteiros, maninha.

já eu gosto dos cabelos em pé. e dos outros molhados :p

beijo.

Wania disse...

Lindo, Adriana!

Apesar das tempestades, todos os nossos dias deveriam ser marcados pela possibilidade da manhã... que imagem que cala fundo, é pode se perceber isso, porque marcou tb muita gente que te leu aqui!

O pequenino falou bem!

Bjão carinhoso para ti!

Nydia Bonetti disse...

no ritmo da natureza, deveriam ser os dias. mas não tem jeito, adriana. tememos as tempestades.
e como chove...

beijos

Graça Pires disse...

Um poema que me remete para a minha infância quando eu tapava os ouvidos para não ouvir os trovões. Agora são outras tempestades que me assustam...
Um beijo.

Adriana Karnal disse...

Sidnei,
que legal te ver por aui,,fazia tempo...fico feliz q gostaste.

Adriana Karnal disse...

Nina,maninha..rs
pois eu gsto de cabelo bom, mesmo crespo, enrolado ou liso...o problema é q em dia de chuva é um "bad hair day"

Adriana Karnal disse...

Wania,
um amor de comentário. pois é ,sabe q esse trecho é o q eu mais gosto tbm?

Adriana Karnal disse...

Nydia,
e bem sabemos q a natureza anda bem louca... o quue serão de nossos dias?rs

Adriana Karnal disse...

GRaça,
eu gosto de olhar pra chuva, gosto do barulinho...mas as grandes tempestades destroem...

Moacy Cirne disse...

Hoje,
você e o Balaio,
o Balaio e você.

Um abraço.

William De Lucca disse...

tu acredita que eu nunca respondo os comentários do meu blog?
soa meio mal educado,
mas tem algo de verdade no meu blog que me afasta dele por uns tempos.

obrigados pelos comentários,
teus textos são muito bons!

BAR DO BARDO disse...

"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã."


- Isso é poesia madura!

Beijo, KARNAL!

Marcelo Novaes disse...

Adriana,



Como eu disse no Balaio, sua peculiar mistura de tez e ciclo natural.

O poema anterior faz o mesmo, no micro-cosmos dos teus olhos cobertos.


(Mantenho o hífen por teimosia...).







Beijos,








Marcelo.

Lou Vilela disse...

"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã."

Ultimamente, isso tem sido a minha força motriz.

Beijos

Adriana Karnal disse...

Moacy,
EStar no balaio em meio a tanta gente boa é uma honra!!!

Adriana Karnal disse...

William,
é comum não responder aos comentários...o mais bacana é ler mesmo...eu repondo pq gosto.

Adriana Karnal disse...

Barco,
Acha r minha poesia madura é um baita elogio....fico feliz demais,amigo!

Adriana Karnal disse...

MArcelo,
que comentário lindo, assim como tua prosa.

Adriana Karnal disse...

Lou,
fico feliz que tenhas vindo, sei q andas na tempestade.bj

Gerana Damulakis disse...

O poema solar: ele está aqui neste blog.
Obrigada pela visita. Retornarei em busca do sol dos seus versos. Parabéns pelo lirismo encantador.

Adriana Karnal disse...

Gerana,
Obrigada pela visita, é bom ter uma crítica literária por aqui.

Talita Prates disse...

A possibilidade da manhã!
Que lindo, Adriana!

(Eu gosto da tempestade...
aiaiai.
Mas só a denotativa. rs)

Bjo!

Adriana Karnal disse...

Talita,
Isso é apenas um poema, eu adoro a chuva,rsrsr

Mirse Maria disse...

Lindo, Adriana!

Livre e forte. O sangue e o coração batem junto com as palavras!

Belíssimo!

Beijos

Mirse

ggimenez disse...

Oi tuti, as vzes fico um pouco afastada curtindo uma solidão, mas agora volto com meus dias "marcados pela possilidade da manhã", que bom que eles existem não é,mesmo? e depois de uma chuva já observastes que td.fica mais bonito?. Como sempre teus poemas tocam profundo... bjsss

Adriana Karnal disse...

Mirse,
Fico feliz que tenhas gostado, amiga...obrigada pel ocarinho dos comentários sempre.

Adriana Karnal disse...

Gládis
Já estava em tempo a tua volta...é muito bom te ver por aqui.ler poesia faz muit bem a alma, e tbm é um momento de solidão.

Mara faturi disse...

Ahhhhhh moça...mas as tempestades são mesmo para isso...
Lindo! Gostei muito!
bjo

Talita Prates disse...

Sim, querida,
eu sei que é "só"!

rs

Bj.

Hneto disse...

Saudações poéticas!

sopro, vento, ventania disse...

a manhã que esclarece (ou deveria) é TUDO de melhor para as noites longas longas da alma.
um beijo,
CYnthia

Marcelo Novaes disse...

Adriana,


Tem poema pra vc, no Notas.

Ei-lo:

http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2009/11/espanto.html




Depois vou dar pra Mirze colocar no blog dela (ela tem rememorado uns poemas antigos, esquecidos) e, futuramente, coloco no Lugar também.





Motivado por um breve diálogo...






Beijos,









Marcelo.