Chove.
Apagaram-se as luzes da noite.
Molhei os olhos
ao som do trovão.
Despertei na aurora.
Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã.
Sempre tive medo das tempestades
que me deixam o cabelo arrepiado.
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43 comentários:
...Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã.
é sempre uma emoção/um aprendizado ler seus poemas.
ma-rav-lho-so(s)
bjs bom fds
Sueli,
juro, acabei de postar no teu blo,vim pra cá e vc estava aqui... q sintonia!!!
Belo poema, Adriana. Desses que a gente gostaria de ter escrito.
Um beijo :)
H.F.
Hercília,
Obrigada a visita. Somos dos poemas,curtos,não é?rs
os conduz da mente dessa artista até o porão de nossas almas...
o que me ocorre, quando leio o que ela escreve, é a sensação de que a poesia tem sangue, é independente e viva. Isso aconteceu desde que acessei este blog pela primeira vez.
meu manifesto de admiração é pobre diante da arte e da grandeza desses versos. Afinal de contas, sou um aluno de jornalismo de outro Estado. Sou mais um aluno anônimo, neste país que, de certa forma, anda perdendo o nome.
esse trecho [...] "Despertei na aurora. Assim deveriam ser os dias, marcados pela possibilidade da manhã" [...] me conduz ao poema seguinte "À minha filha"... [...] O tempo não espera é um velho de cajado. O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai".
Permita-me ressaltar, professora, que o despertar da aurora aconteceu na vida de sua filha, porque "o tempo não espera". E justamente por não esperar, é que ele (o tempo) vai trazer até você, mãe, as notícias de um sucesso que floresce - o progresso da tua filha.
Parabéns pela arte, professora Karnal. "O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai" !!!
Fique tranquila com a tua descendência, Adriana Karnal. Lá, onde está tua filha, pulsa um coração que espera ansiosamente por ver de novo, in loco, a mãe que, "Em algum momento quis que Suas asas não tivessem aberto". Em breve esas asas estarão batendo num voo cheio de frenesi, de volta pra casa.
no momento em que escrevo isso, conta-se mais um ano de minha existência, 7 de novembro. Mas o presente, sou eu quem lhe dou: Parabéns por veicular, tão serena e intensamente, palavras que cravam no coração da gente uma certeza: a de que o amor existe.
Forte abraço.
ERRATA - CORRIGINDO O INÍCIO DO MEU COMENTÁRIO... (FALTARAM PALAVRAS)
O que me impressiona nos versos da professora Adriana não é só a fluência, que os conduz da mente dessa artista até o porão de nossas almas...
o que me ocorre, quando leio o que ela escreve, é a sensação de que a poesia tem sangue, é independente e viva. Isso aconteceu desde que acessei este blog pela primeira vez.
meu manifesto de admiração é pobre diante da arte e da grandeza desses versos. Afinal de contas, sou um aluno de jornalismo de outro Estado. Sou mais um aluno anônimo, neste país que, de certa forma, anda perdendo o nome.
esse trecho [...] "Despertei na aurora. Assim deveriam ser os dias, marcados pela possibilidade da manhã" [...] me conduz ao poema seguinte "À minha filha"... [...] O tempo não espera é um velho de cajado. O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai".
Permita-me ressaltar, professora, que o despertar da aurora aconteceu na vida de sua filha, porque "o tempo não espera". E justamente por não esperar, é que ele (o tempo) vai trazer até você, mãe, as notícias de um sucesso que floresce - o progresso da tua filha.
Parabéns pela arte, professora Karnal. "O mundo permite teu vôo. abre os braços, vai" !!!
Fique tranquila com a tua descendência, Adriana Karnal. Lá, onde está tua filha, pulsa um coração que espera ansiosamente por ver de novo, in loco, a mãe que, "Em algum momento quis que Suas asas não tivessem aberto". Em breve esas asas estarão batendo num voo cheio de frenesi, de volta pra casa.
no momento em que escrevo isso, conta-se mais um ano de minha existência, 7 de novembro. Mas o presente, sou eu quem lhe dou: Parabéns por veicular, tão serena e intensamente, palavras que cravam no coração da gente uma certeza: a de que o amor existe.
Forte abraço.
Puxa,Albuquerque,
fico super lisonjeada por seu comentário.Vc não é só mais um estudante de jornal, vc éscreve muito bem...gostaria q todos os estudantes fossem assim. Valeu mesmo,viu? Vou lá conhecer teu blog...
Oi Adriana,
lindo poema numa temática lírica delicada e singela... Gosto muito de poemas curtos que falam direto ao coração, que suscitam emoção por meio de seus versos... Este é um deles. Bj e obrigada pelo carinho.
Nossa, arrepiei daqui também.
Lindo, Dri!
Beijo doce pra ti!
ÚRsula e Lara,
Eu é que agradeço o carinho de vocÊs.
"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã." Só essa imagem vale mil poemas. Beijos.
cada verso já são poemas inteiros, maninha.
já eu gosto dos cabelos em pé. e dos outros molhados :p
beijo.
Lindo, Adriana!
Apesar das tempestades, todos os nossos dias deveriam ser marcados pela possibilidade da manhã... que imagem que cala fundo, é pode se perceber isso, porque marcou tb muita gente que te leu aqui!
O pequenino falou bem!
Bjão carinhoso para ti!
no ritmo da natureza, deveriam ser os dias. mas não tem jeito, adriana. tememos as tempestades.
e como chove...
beijos
Um poema que me remete para a minha infância quando eu tapava os ouvidos para não ouvir os trovões. Agora são outras tempestades que me assustam...
Um beijo.
Sidnei,
que legal te ver por aui,,fazia tempo...fico feliz q gostaste.
Nina,maninha..rs
pois eu gsto de cabelo bom, mesmo crespo, enrolado ou liso...o problema é q em dia de chuva é um "bad hair day"
Wania,
um amor de comentário. pois é ,sabe q esse trecho é o q eu mais gosto tbm?
Nydia,
e bem sabemos q a natureza anda bem louca... o quue serão de nossos dias?rs
GRaça,
eu gosto de olhar pra chuva, gosto do barulinho...mas as grandes tempestades destroem...
Hoje,
você e o Balaio,
o Balaio e você.
Um abraço.
tu acredita que eu nunca respondo os comentários do meu blog?
soa meio mal educado,
mas tem algo de verdade no meu blog que me afasta dele por uns tempos.
obrigados pelos comentários,
teus textos são muito bons!
"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã."
- Isso é poesia madura!
Beijo, KARNAL!
Adriana,
Como eu disse no Balaio, sua peculiar mistura de tez e ciclo natural.
O poema anterior faz o mesmo, no micro-cosmos dos teus olhos cobertos.
(Mantenho o hífen por teimosia...).
Beijos,
Marcelo.
"Assim deveriam ser os dias,
marcados pela possibilidade da manhã."
Ultimamente, isso tem sido a minha força motriz.
Beijos
Moacy,
EStar no balaio em meio a tanta gente boa é uma honra!!!
William,
é comum não responder aos comentários...o mais bacana é ler mesmo...eu repondo pq gosto.
Barco,
Acha r minha poesia madura é um baita elogio....fico feliz demais,amigo!
MArcelo,
que comentário lindo, assim como tua prosa.
Lou,
fico feliz que tenhas vindo, sei q andas na tempestade.bj
O poema solar: ele está aqui neste blog.
Obrigada pela visita. Retornarei em busca do sol dos seus versos. Parabéns pelo lirismo encantador.
Gerana,
Obrigada pela visita, é bom ter uma crítica literária por aqui.
A possibilidade da manhã!
Que lindo, Adriana!
(Eu gosto da tempestade...
aiaiai.
Mas só a denotativa. rs)
Bjo!
Talita,
Isso é apenas um poema, eu adoro a chuva,rsrsr
Lindo, Adriana!
Livre e forte. O sangue e o coração batem junto com as palavras!
Belíssimo!
Beijos
Mirse
Oi tuti, as vzes fico um pouco afastada curtindo uma solidão, mas agora volto com meus dias "marcados pela possilidade da manhã", que bom que eles existem não é,mesmo? e depois de uma chuva já observastes que td.fica mais bonito?. Como sempre teus poemas tocam profundo... bjsss
Mirse,
Fico feliz que tenhas gostado, amiga...obrigada pel ocarinho dos comentários sempre.
Gládis
Já estava em tempo a tua volta...é muito bom te ver por aqui.ler poesia faz muit bem a alma, e tbm é um momento de solidão.
Ahhhhhh moça...mas as tempestades são mesmo para isso...
Lindo! Gostei muito!
bjo
Sim, querida,
eu sei que é "só"!
rs
Bj.
Saudações poéticas!
a manhã que esclarece (ou deveria) é TUDO de melhor para as noites longas longas da alma.
um beijo,
CYnthia
Adriana,
Tem poema pra vc, no Notas.
Ei-lo:
http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2009/11/espanto.html
Depois vou dar pra Mirze colocar no blog dela (ela tem rememorado uns poemas antigos, esquecidos) e, futuramente, coloco no Lugar também.
Motivado por um breve diálogo...
Beijos,
Marcelo.
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